quarta-feira, 27 de julho de 2011

Entre Amy e norueguês

   Amy Winehouse e Anders Behring Breivik, vítimas de seus próprios pesadelos.

   A cantora morreu na “idade do rock”, a exemplo de outros tantos talentos que se foram nessa idade. Entregue ao vício, destruiu sua vida, o que era, apenas e infelizmente, uma questão de tempo.

   O jovem norueguês surge como o doido da vez. E um doido bem perigoso, inclusive.

  Quem me conhece sabe que malucos sempre me interessaram, desde a faculdade, quando escrevi sobre Medidas de Segurança (sanção aplicável aos criminosos portadores de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado que, na prática do crime, não tinham capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinarem de acordo com esse entendimento).

   A mente humana é fascinante.

  O que me intriga é saber se o sujeito, dentro da sua loucura, tem a dimensão da desgraça que faz e se, simplesmente, acha que os fins justificam os meios.

  Simplificando: a criatura sabe que matar pessoas é crime, e dos graves, certamente. Mas será que o simples fato de ter essa consciência - se é que se pode chamar assim - é suficiente para que seja julgado e condenado como uma pessoa normal?

  É viável aplicar um procedimento penal comum a um indivíduo nada usual? Será mesmo que existe punição para um sujeito desses? 

4 comentários:

  1. Será que a punição já não é ser maluco?

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  2. O pior é que muita gente acha que o fato de ser maluco é "desculpa"...

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  3. Ele diz que tem consciência de que cometeu um crime bárbaro, e diz que quer ser lembrado como o maior monstro da humanidade desde a 2ª guerra mundial ... Não sei qual seria a melhor pena a ser aplicada, o que fica claro pra mim é que seja qual for, a pena servirá apenas para acalmar o furor popular, pois não PUNIRÁ de verdade tal mente doentia!

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  4. Na verdade pena só existiria com uma condenação. Não sei como funciona na Noruega, mas aqui no Brasil, somente seria aplicada medida de segurança na hipótese de absolvição.

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