Se alguém achava que a fiança arbitrada para o rapaz do Porsche era alta, Hélio Márcio surgiu para mostrar que todos estávamos enganados.
No agreste sergipano, encontramos Marcelo Cerveira Gurgel, juiz da 2ª Vara Criminal de Itabaiana, que resolveu agitar aquelas bandas e decidiu fixar fiança de R$ 54,5 milhões - não, você não leu errado - para Hélio Márcio, que foi flagrado com uma arma de fogo.
A vítima da canetada teria dito que foi contratada para matar uma pessoa, o que foi suficiente para o magistrado transformar-se em justiceiro e arrumar um jeito da criatura ficar presa até que o Tribunal de Justiça reforme sua decisão, o que, acredita-se, é uma questão de tempo.
Ao que parece, o juiz afirmou que tem uma responsabilidade com a sociedade e não poderia ser apenas um "aplicador da lei", se fosse isso, teria fixado uma fiança baixa, e Hélio Márcio "provavelmente" teria saído da prisão e a moça estaria morta.
Poxa vida... ele quis sair da rotina, variar um pouco... Aplicar a lei não deve permitir o exercício da criatividade... Inventar uma lei é muito mais bacana!
Além do mais, é um prato cheio para aparecer na imprensa!
Enquanto isso, Hélio Márcio, que sequer poderia imaginar que em um número caberiam tantos zeros, deve ter pensado na sua tremenda falta de sorte em não ter um Porsche...
Comentar que a decisão gera um tremendo constrangimento ilegal é, a essa altura, desnecessário.
O juiz simplesmente ignorou a finalidade da fiança e seus requisitos, na tentativa de arrumar um jeito de manter preso um sujeito que portava uma arma. Sem dúvida, um ato de extrema responsabilidade social...
Enfim, numa mistura de "O Justiceiro" com "Minority Report", o magistrado inaugura um espaço que resolvi batizar de "Canetada", destinado a debater decisões e manifestações em processos que, como essa, são dignas de nota.
Quando achamos que já vimos atos discricionários de todos os tipos exercidos pelos chefes dos poderes, sempre surge mais um querendo ibope... Impressionante.
ResponderExcluirPs.: Minority Report, hahahahahahaha.
Se a moda pega...
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